quinta-feira, 9 de junho de 2011

Amor

Em homenagem ao dia dos namorados, segue uma dos tempos em que eu amava de um jeito diferente...

Amor - substantivo possessivo sem definição precisa.
Indecifrável, indefinido...
Quisera eu amar com medida...
Mas é um sentimento impossível de se controlar, quem dirá quantificar.
Não existe meio amor.
Ou se ama por completo, ou é só desejo.
Na verdade mesmo, quero é amar sem medida, sentir a plenitude desse sentimento que anda no limite.
No limite da mais eufórica felicidade e da tristeza de dói na alma.
A alegria também chega a doer de tão boa.
Porém, a dor da tristeza é mais difícil. Bem mais difícil. E põe difícil nisso.
Nos faz chegar ao fundo do poço.
Quando se chega a esse ponto, temos duas escolhas: afogar-se nas tristezas ou olhar pra cima e ver a luz.
Luz que ilumina e faz a gente ver o mundo com outros olhos.
Enxergar os acontecimentos em câmera lenta e perceber que, no fundo, toda aquela tristeza serviu para evoluir.
Dá uma satisfação absurda saber que tudo não foi em vão.
Porque você percebe o mundo e você de um jeito que só quem chegou naquele lugar (aquele fundo do poço) sabe.
E é só por isso que essa dor é boa, pela consciência que ela nos proporciona.
Certa vez um amigo me disse que queria uma droga que deixasse ele mais ligado e que não lhe fizesse mal.
Pois hoje lhe diria que, graças a ele, descobri a droga que ele tanto queria...