sexta-feira, 29 de julho de 2011

Insônia

A noite devora o dia.
Os pensamentos dão lugar à monotonia.
Livre, mas prisioneira de mim.
Perdida entre sombras.
Não é possível enxergar com os olhos.
As mãos tentam guiar,
Mas não há nada a tocar.
Escuto no silêncio
palavras ditas nos impulsos do pensar.
Ecoam em minha cabeça
e me fazem imaginar.
Nas cordas de um violão,
tento me encontrar.
Mas a minha pouca aptidão
não me deixa continuar.
Nas páginas de um livro
busco viajar
em um mundo desconhecido
que me faz relaxar.
Arrumo as bagunças do meu ser,
compartimentadas no armário.
Nada resta a fazer,
mas sigo acordada.
E a noite adormece...

E o dia acontece!

(atual. 11/11/11)