segunda-feira, 18 de julho de 2011

Olhares

Me perdi naqueles olhos verdes.
Acordei com olhos de ressaca.
Encontei-me quando eles se foram.
Voltaram vermelhos, fiz pouco caso.
Apareceram novamente verdes, entreguei-me ao acaso.
Foram-se, desfizeram-se os laços.
Olhares cruzam-se inesperadamente.
Reconheço aqueles olhos.
Os olhos nunca foram meus, apenas alguns olhares.
Meu coração nunca foi seu, mas certos desejos o despertaram.
Quatro olhos fechados, duas almas perdidas que se encontram.
Olhos abertos, despertos e familiares.
Os olhares se perdem e seguem outras paisagens.