sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Colecionador de borboletas

Saiu voando rumo ao infinito.
Sabia da finitude de sua vida.
Queria aproveitar cada momento, cada raio de sol, cada aroma de flor...
Sentiu o vento e algo a envolver.
Estava presa em uma rede.
Ficou presa num pote de vidro.
Sufocada, vendo um mundo todo ao seu redor, tentou voar longe.
Mas foi impedida por paredes transparentes.
Descansou numa superfície plana.
O pote foi retirado.
Sentiu a leve brisa da liberdade.
Instantes antes de levantar vôo, sucumbiu a um alfinete.
Jaz, exposta ao lado de tantas outras igualmente belas.