quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

À beira da montanha

À beira da montanha, penso talvez meu lugar seja aqui.

Na verdade, tenho consciência de que faço parte do lugar, assim como ele de mim.

As portas e janelas estão todas abertas.

O fato de eu poder sair, me faz ficar e aproveitar toda essa paisagem.

Queria criar raízes e virar árvore.

As grades são meio que como enfeites, mais para impedir que os macacos entrem, do que para nos trancar, já que as portas estão abertas.

Solidão estranha, parece que estou cercada de gente.

Isso já não me traz agonia.

Viro para o lado e uma árvore me sorri.

As borboletas dão seus rasantes, como se fossem esbarrar em mim.

Canto dos pássaros e um chamado especial para um passeio.