terça-feira, 11 de setembro de 2012

Redemoinho

As palavras que eu disse já não me pertencem.
Criaram asas e se foram distorcidas.
Eu já não sou a mesma; estranho essa sujeita que me encara no espelho.
As ondas do mar não me atraem mais pelo mistério ou beleza, mas pelo perigo.
A ausência de medo não afasta as consequências.
Contando com a sorte, me atiro no mar.
Alheia às correntes, apenas flutuo.
Aos poucos, aos círculos, estou no meio do redemoinho.
Essas águas sempre me despertam e me levam à praia.