sábado, 24 de novembro de 2012

Lembranças de Mário



Meu primeiro poema, nem era meu, era do Mário da quitanda...
Comprava goiaba e vendia chuchu
detestava brócolis e achava que camarão só tinha merda na cabeça...
"Quando sinto alegria em minha volta, logo penso em você", ele dizia...
Nem sei se era ele mesmo...
Estava num papel de cartas que colecionava e trocava com as minhas coleguinhas.
Detestava aqueles que vinham num maço, todos iguais.
Preferia os amassados e únicos...
Quis ser a alegria, mas enfim, não se pode ter tudo...
Não entendia por que as pessoas gostavam de mim...
O tempo passou  e “a primeira vez que me mataram, levaram" um jeito meu de sorrir.
Depois disso, deixei que levassem tudo.
Agora, fluo com o rio...