terça-feira, 10 de novembro de 2015

Voltando

Houve um dia que eu largaria tudo para o alto e seguiria sem rumo.
Esse dia passou, criei raízes.
E como é bom cultivar os pequenos prazeres da vida e dividir com os que nos são próximos.
Se eu sumisse no mundo, não teria esse privilégio.
Das cartas que escrevi e não mandei, não tenho arrependimentos.
Já foram rasgadas e esquecidas.
Um pouco de mim foi deixado de lado.
Acho que meu lado hippie não faz falta.
Os 30 dias que me são concedidos por ano para não pensar em nada e partir sem rumo me são suficientes.
Sempre volto, sinto saudades de casa, da minha cama, do meu espaço.
Sinto saudades dos meus pares e da minha cachorra.

Por isso volto.